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Sessão Diário de Bordo Revolts

8 jun

[Esta sessão dedica-se a histórias pessoais das republicanas que vos escrevem]

Por Francine Leite

Alô você que chegou na república, domingão, depois de um feriado prolongado e encontrou a pia entulhada de louça suja. Pensou em xingar, espernear e até mesmo lavar tudo? Te deu ânsia de vômito só de pensar que aquela louça estava ali desde sexta-feira (sábado e domingo não tinha ninguém no apartamento)?

– Como uma pessoa sozinha (reza a lenda), em um só dia, consegue sujar isso tudo?

O que fazer então diante das várias desculpas que você pensou que a pessoa daria caso você brigasse?

Opção 1: Lavar e ficar quietinha.
Opção 2: Lavar, mas arrumar um barraco.
Opção 3: Arrumar um barraço e não lavar.
Opção 4: Não lavar, sujar mais, e ficar quietinha pra ver o que acontece.

Eu, pacífica e preguiçosa que sou, escolhi a opção 4 me amparando na certeza de que a pobre da faxineira chegaria segunda-feira e lavaria tudo (minha sorte).

– Pena

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O suco é meu

19 maio

E os bilhetes não param. O daí de baixo veio de um rapaz para a sua irmã. A história é que ela não tinha tomado suco nenhum e mesmo assim recebeu o bilhete um tanto quanto mal criado. A menina nem sequer sabia de que suco o irmão estava falando. Vai entender…

Que suco?

Por Marcelle Desteffani

Por favor, nada de mau humor!

11 maio

Sabe aquele dia que você acorda de mal humor? Em república tem muito disso. A história de hoje tem um pouco de tragédia para uns e comédia para outros.

Coisa que tem muito em república também é gente folgada, que viveu sempre debaixo da barra da saia da mamãe e esqueceu de assumir suas responsabilidades por completo. Entre os meninos então… bastante comum.

Pois bem, a história é a seguinte. Um dia, numa república aqui mesmo, em Vitória, existia um menino muitooo folgado! Além de não ajudar nas tarefas domésticas, não pagava as contas em dia e não falava com ninguém, a não ser para reclamar. E reclamava de tudo quanto podia.

Outro defeito seu era que o vaso sanitário, todas as vezes que o menino ia ao banheiro, ficava sempre sujo. Um belo dia, seu colega de quarto acorda com um humor daqueles e resolve dar uma lição no menino. E que mau humor!

Ele limpou todo o vaso com o travesseiro do menino e ainda deixou lá, em cima da cama, como presente. Você pode imaginar a cara dele quando chegou em casa, não?

Como sabia que estava errado, nada de tocar no assunto no outro dia, nem no outro, nem no outro. É mole?

Por Marcelle Desteffani

Empadão do sabadão

3 maio

Pra quem ainda não sabe, nós (Marcelle e Francine), também moramos em república. E a casa de uma é a casa da outra. Tem ainda a Soraia, que não desgruda da gente (Ainda bem!), hehehhehe! E a Rochana, do tevejonorock, que só chegou pra fazer o arroz e comer (brincadeirinha!).

Sempre que dá a gente se reúne e faz um almoço gostoso. Não é tão gostoso como a comidinha da mamãe, mas a gente se vira. No último sábado (01), foi a vez do empadão (minha especialidade nos últimos tempos), uma receita rápida e prática, que tem a cara das repúblicas.

Aí vai:

Ingredientes:

2 pacotes de frango desfiado (é bom comprar o pacote que vem pré-cozido e temperado)
Óleo
Sal
Alho
Cebola
Coloral
1 kg  de trigo
500 g de margarina
Requeijão
Gema de ovo

Modo de preparar:

Coloque no fogo o óleo, a cebola, o alho e o coloral e deixe dourar. Depois acrescente o frango e sal. (Na maioria das vezes o frango que vem temperado é insosso, por isso temperamos novamente). Deixe fritar por cinco minutos e acrescente um pouco de água, para cozinhar. Deixe no fogo por mais ou menos 20 minutos.

A massa é simples. Basta amassar numa tigela o trigo, a margarina e sal. Quando mais amassar, mais gostosa fica a massa. Depois de pronta, espalhe em um tabuleiro (grande), acrescente o frango e o requeijão. Para fazer a tampa, espalhe a massa em uma sacola depois vire no tabuleiro. Passe uma gema de ovo por cima para dourar.

Olha nossos vídeos da preparação, a foto final e veja se você aprova:

Empadão a cara da república!

Até a próxima façanha culinária que, prometemos, será um regabofe danado! Quem topa?

Por Marcelle Desteffani

Dá-lhe bilhete!

30 abr

Coisa comum de se encontrar espalhada em qualquer canto de república é bilhete. É bilhete como lembrete, como pitaco, como insulto…

Quando dois irmãos da mesma idade dividem um quarto então, a troca de bilhetes insultos é garantida. Confira:

Tecla SAP
Bilhete 1: Favor não colocar nada aqui e muito menos tirar minhas coisas do lugar!!! Entendeu ou quer que eu desenhe?

Bilhete 2: Favor não tirar nada meu do lugar, nem o Shampoo!

(quanta hostilidade, não?)

Não tem tempo e/ou coragem de falar? Dá-lhe bilhete!

Na sua república a comunicação via bilhetes impera? Mande-os pra nós! =)

Por Francine Leite

Salvem-nos da síndica!

25 abr

Lá pelos lados de 1993, três jovens pré-vestibulandos formavam uma república. O apartamento ficava atrás do Supermercado Santa Marta, onde hoje funciona o Epa de Jardim da Penha.

Um deles almoçava todo santo dia na casa da tia (afinal, estudante que é estudante, fila a boia onde quer que seja), enquanto os outros dois se viravam comendo fora ou fazendo alguma gororoba. Então, eis que num desses dias, pra sacanear, os sem-tia resolvem jogar água no vida boa assim que ele saísse da portaria e passasse lá embaixo. Munição carregada – dois baldes – e chuááá. Erraram. Correram para a outra janela e chuááá. Erraram. O alvo principal. Acertaram a síndica, que havia colocado a cabeça para fora da janela para checar o que estava acontecendo.

Merda feita, dois minutos depois a campainha chora de tanto tocar. Os meninos, é claro, não atendem. Silêncio e risos.
No fim do mês, a conta do condomínio veio um pouco mais cara para o apartamento 301: acrescida às taxas estava a conta do cabeleireiro da síndica. No dia do banho, ela estava prontinha para ir a um casamento (mulheres, imaginem o estrago!). Estrago feito, ela teve que ir ao salão fazer tudo de novo.

- Pizza a essa hora!? Mas eu nem pedi...


É claro que depois desse dia, a dita cuja nunca mais parou de infernizar a vida dos meninos. Tudo era culpa deles. E, ao sinal de qualquer barulho, cabo de vassoura no teto pra chamar atenção do 301! Eles, então, resolveram sacanear não só mais uma vez, mas várias vezes. Anunciaram nos classificados do jornal a venda de um fusca novinho e bem equipado e colocaram como contato (adivinhem!) o número da síndica. O telefone da mulher não parava de tocar! Isso além das várias pizzas que mandavam entregar na casa dela…

Detalhe: tudo isso com o aval do proprietário do apartamento, que respeitava os bons pagadores da república e mantinha um ódio mortal pela doida da síndica.

Por Francine Leite

Na casa dos meninos

19 abr

Em nossa visita à república masculina de Murilo, Júnior, Vinícius e Iuri, percebemos as diferenças em relação a uma república feminina. A bagunça é realmente bagunçada e a divisão de tarefas dificilmente dá certo.

Como podemos ver no vídeo abaixo, os meninos não se importam tanto com a hierarquia quanto as meninas. Eles até têm divisão de tarefas, mas ela raramente é cumprida. Apesar de as meninas não terem uma divisão de tarefas, percebemos que elas se entendem na hora da faxina.

Com os meninos a gente viu como é divertido morar com pessoas diferentes. Apesar de todas as dificuldades, falta de grana, tarefas não cumpridas, e até TPM masculina, eles acabam sempre dando risada.

Confira a casa dos meninos:

E para conhecer um pouquinho da realidade deles:

Por Marcelle Desteffani e Francine Leite