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Hoje é festa lá no meu apê

12 jun

Opa, que dia é hoje mesmo? Sabadão, dia internacional do rock, da balada, da night!

Tudo bem que é Dia dos Namorados, mas das duas, uma: se está comprometido, vai ser um dia tranquilo e romântico. Mais tarde você vai sair com seu par pra jantar e por aí vai. Mas se vc está solteiro, sozinho, aleatório, vai caçar alguma coisa pra fazer – e/ou vai à caça.

Opções não faltam: barzinho, boate, shows… pelo amor de Deus, não vá ao cinema, muito menos sozinho. Nem pense em ficar em casa vendo filme, mais uma vez, sozinho. Depressão de 3º grau.

Não estamos nem na metade do mês, mas se você já gastou mais da metade da sua mesada/bolsa/salário, uma opção que cabe no bolso é a famosa festa no apê. Se a república onde mora só tem solteiros então, a diversão é garantida (quem namorar não vai ousar em levar o companheiro pra casa).

República que passou pela vida sem uma festinha não é república. Em Ouro Preto, tem social (como são chamadas as festas nas repúblicas) de terça a domingo. Lá as repúblicas se juntam e cada dia a festa é em uma. Aqui em Vitória, uma república que se divertiu ano passado foi a Resta 1. Aniversários, festas surpresas, datas comemorativas.. tudo foi motivo pra reunir a galera.

Guia Morando Fora de Casa

Para uma festa no apê de sucesso, junte o máximo a quantidade suficiente de pessoas que caibam na sua sala. Ajeite o som (não muito alto pra não encomodar os vizinhos), bata um papo 10 com o porteiro, recolha uns R$15 de cada um, compre os comes e bebes, afaste o sofá e está pronta uma das festas mais divertidas, confortáveis e baratas da sua vida!

Quando a festa começa a ficar boa...


Divirta-se e nos chame!

Por Francine Leite

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Trajetória de menina só

9 jun

Morar sozinha nunca foi seu ideal de vida. Sozinha pra ela bastava dizer que não moraria com os pais. Mesmo cercada de amigas, ela ainda acreditava que estava morando sozinha. E realmente estava. No início era mais difícil perceber, mas com o tempo, o aumento das tarefas universitárias, profissionais e mesmo amorosas tudo foi ficando mais só, dentro de casa.

Sair do interior. Essa era sim seu ideal de vida. Pudera ela trazer tudo consigo! Pais, amigos, casa, o bairro onde morava e a igreja que frequentava. Não a cidade, já que esta nunca foi por ela admirada. Mas tudo isso precisou ficar para trás. A coragem de menina sonhadora falou mais alto e num instante a vida mudou.

Agora era realidade de cidade grande, engarrafamento, vizinhos ausentes, desconhecidos na rua, um bairro grande e no mínimo estranho. E o que falar da universidade? Uma multiplicidade de pessoas, jeitos, vícios, um turbilhão de informações e um professor carrasco pra tudo começar melhor.

Mas nada disso era motivo de preocupação, apesar do medo inicial e das inseguranças da cidade grande. A relação que manteria em casa, na república onde ela escolheu para morar, é que preocupava. Uma enxurrada de entusiasmo embalou os primeiros meses. Tarefas bem feitas, passeios em conjunto, festinhas, novos amigos, jogos e sono tranquilo. Atitudes típicas de “recém casados”.

Com o tempo nem tudo o que parece é. As pessoas foram se distanciando de sua vida e mostrando seus verdadeiros anseios. A amizade parecia cada dia mais longe e nada poderia ajudar a recomeçar. Uma foi embora para uma cidade distante, e aos poucos desapareceu. Outras continuavam ali, mas pareciam o contrário. Surgiu uma nova, calma, alegre e com bom coração. Mas a menina não apostava mais nada. Nada esperava.

As conturbações ficaram mais constantes. Pressa, tarefas não cumpridas, discussões só pelo olhar, nada de palavras além do bom dia, quando existia. Outra não aguentou, preferiu se mudar antes que a situação se agravasse. Bem fez ela, que não precisou conviver com o amargo das desavenças mal resolvidas do final. A menina permanecia lá, com os mesmos valores de cidade pequena, mas com desejo de voar cada vez mais alto.

Mais uma entrou em sua vida. Animada, faladeira, cheia de energia. O que foi se esvaindo com o tempo e se transformando em dor. Existia algo de errado. Aquele ambiente não era mais o mesmo e a situação precisava ser invertida, enquanto fosse tempo. A menina, que sempre teve espírito de mãe, foi quem tomou a iniciativa.

Ia partir e levaria consigo aquelas que mais estimava. As duas mais próximas a acompanharam. Uma nova república, bem parecida com aquela do fim do período militar brasileiro, estava surgindo. Nova em todos os sentidos. Onde foi possível, um resgate do que estava perdido. A amizade, a vontade de voltar pra casa no fim do dia, a liberdade para falar, cantar, gritar e principalmente, conversar, estava recuperada. Era tudo o que a menina queria, tudo o que precisava. Ela aprendeu que nada acontece por acaso, como bem diziam. Depois da tempestade o que ficam são aprendizados e o que é melhor, a vontade de fazer diferente.

Por Marcelle Desteffani