Tag Archives: cozinha

A pia entupiu, e agora?

13 jun

Ainda não contei a experiência nada agradável que tive nas primeiras semanas que mudei para Vitória, morando em república. Na verdade diz muito sobre minha falta de experiência com a administração do lar, tarefa que sempre se concentrou em meus pais.

Eu era a única da república que ficava em casa pela manhã, já que minhas aulas eram de tarde ou a noite. Um dia, quando acordei e fui tomar meu café da manhã, reparei que alguma coisa estranha estava acontecendo na pia da cozinha. A água demorava demais pra descer. Depois de uma hora, não descia nada. Primeira reação: ligar pra mamãe.

A dica dela foi, compra um desentupidor no supermercado. Fui lá, mais do que depressa, e chegando em casa tentei desentupir a pia. Para meu desespero, começou a subir água do ralo. Aquela água suja (prefiro nem comentar os detalhes, deixo para a sua imaginação). E o pior… não parava de encher e encher a pia. Em poucos minutos a cozinha não seria a mesma.

Como de costume, sempre que havia algum problema na república, interfonávamos para o porteiro, que resolvia coisas como, o chuveiro que queimou, a lâmpada nova que não acende, o tanque que vaza. Eu muito desesperada, fiz aquele drama: “Pelo amor de Deus, não para de subir água pelo ralo, daqui a pouco vai transbordar a pia e molhar tudo. Corre aqui”!

O porteiro, sempre tão bonzinho, foi me socorrer. E com a calma de sempre, conseguiu controlar a água, mas nada de desentupir a pia. Deu o telefone de uma desentupidora. Ia ser a única solução.

Chamei o pessoal e, para minha surpresa, chegaram com um desentupidor gigante, com um cano que ia até o mais fundo dos encanamentos. A máquina fazia tanto barulho que parecia que há qualquer momento ia arrebenta Estenderam jornais por toda a cozinha e começaram o trabalho. Aí foi água suja para todo o lado. Tudo isso porque o apartamento era no primeiro andar e, segundo os desentupidores, toda a gordura dos apartamentos de cima se acumulou em nossa caixa.

Fica a dica: nada de jogar gordura velha no ralo da pia. É simples guardar em uma garrafa e depois depositar nos locais corretos. O Walmart é um deles. Fique atento pra não passar por uma dessas!

Por Marcelle Desteffani

Anúncios

Macarrão Especial

12 jun

Sempre que estou em casa no fim de semana gosto de cozinhar. Mas cozinhar só pra mim é sempre muito chato. Logo, minhas amigas de república e os agregados são sempre os cobaias.

Como o tempo é curto, opto pelas receitas mais simples. (Só pra não dizer que meus dotes culinários não são muito apurados).

A receita que mais gosto é do macarrão especial. Aí vai:

Ingredientes:
500g de macarrão Pene
200g de molho de tomate
700g de carne moída
1 lata de creme de leite
1 lata de milho
Caldo Knoor
Cebola
Água
Alho e Óleo
Sal a gosto
Queijo mussarela ralado

Modo de preparo:
Em uma panela coloque duas colheres de óleo, 4 cabeças de alho, meia cebola e o caldo Knoor. Deixe dourar e acrescente o molho de tomate. Quando estiver fervendo, coloque a carne moída. Acrescente um pouco de água, até cobrir a carne. Coloque sal a gosto. Deixe cozinhar por 15 minutos.

Ferva em uma panela a água, com algumas gotas de óleo e sal. Acrescente o macarrão. Deixe cozinhar. Quando estiver no ponto, desligue o fogo e escorra o macarrão embaixo de água corrente.

Quando a carne estiver pronta, junte o macarrão, acrescente o creme de leite e o milho. Agora é só servir, com o queijo por cima. A porção alimenta cinco pessoas. E só pra lembrar: quem cozinha não lava vasilhas! (risos)

Por Marcelle Desteffani

Ladrão de molho de tomate

11 jun

Como já foi dito por aqui, os recados nas repúblicas são extremamente comuns. Uns por falta de coragem pra falar pessoalmente, outros por falta de tempo e mais alguns só pra que todos os moradores vejam. O engraçadinho que roubou molho de tomate em uma república de Curitiba mereceu mesmo um bilhete bem mal criado:

Bilhete mal criado para quem merece!

Para conferir a história completa é só clicar aqui.

Marcelle Desteffani

Sessão Diário de Bordo Revolts

8 jun

[Esta sessão dedica-se a histórias pessoais das republicanas que vos escrevem]

Por Francine Leite

Alô você que chegou na república, domingão, depois de um feriado prolongado e encontrou a pia entulhada de louça suja. Pensou em xingar, espernear e até mesmo lavar tudo? Te deu ânsia de vômito só de pensar que aquela louça estava ali desde sexta-feira (sábado e domingo não tinha ninguém no apartamento)?

– Como uma pessoa sozinha (reza a lenda), em um só dia, consegue sujar isso tudo?

O que fazer então diante das várias desculpas que você pensou que a pessoa daria caso você brigasse?

Opção 1: Lavar e ficar quietinha.
Opção 2: Lavar, mas arrumar um barraco.
Opção 3: Arrumar um barraço e não lavar.
Opção 4: Não lavar, sujar mais, e ficar quietinha pra ver o que acontece.

Eu, pacífica e preguiçosa que sou, escolhi a opção 4 me amparando na certeza de que a pobre da faxineira chegaria segunda-feira e lavaria tudo (minha sorte).

– Pena

Empadão do sabadão

3 maio

Pra quem ainda não sabe, nós (Marcelle e Francine), também moramos em república. E a casa de uma é a casa da outra. Tem ainda a Soraia, que não desgruda da gente (Ainda bem!), hehehhehe! E a Rochana, do tevejonorock, que só chegou pra fazer o arroz e comer (brincadeirinha!).

Sempre que dá a gente se reúne e faz um almoço gostoso. Não é tão gostoso como a comidinha da mamãe, mas a gente se vira. No último sábado (01), foi a vez do empadão (minha especialidade nos últimos tempos), uma receita rápida e prática, que tem a cara das repúblicas.

Aí vai:

Ingredientes:

2 pacotes de frango desfiado (é bom comprar o pacote que vem pré-cozido e temperado)
Óleo
Sal
Alho
Cebola
Coloral
1 kg  de trigo
500 g de margarina
Requeijão
Gema de ovo

Modo de preparar:

Coloque no fogo o óleo, a cebola, o alho e o coloral e deixe dourar. Depois acrescente o frango e sal. (Na maioria das vezes o frango que vem temperado é insosso, por isso temperamos novamente). Deixe fritar por cinco minutos e acrescente um pouco de água, para cozinhar. Deixe no fogo por mais ou menos 20 minutos.

A massa é simples. Basta amassar numa tigela o trigo, a margarina e sal. Quando mais amassar, mais gostosa fica a massa. Depois de pronta, espalhe em um tabuleiro (grande), acrescente o frango e o requeijão. Para fazer a tampa, espalhe a massa em uma sacola depois vire no tabuleiro. Passe uma gema de ovo por cima para dourar.

Olha nossos vídeos da preparação, a foto final e veja se você aprova:

Empadão a cara da república!

Até a próxima façanha culinária que, prometemos, será um regabofe danado! Quem topa?

Por Marcelle Desteffani

O mutirão do lixo

28 abr

Lixo. O velho problema do Brasil, com seus milhares de aterros sanitários mal resolvidos. Abril de 2010, quando milhares de pessoas foram soterradas devido a um deslizamento de terra no Morro do Bumba (um antigo lixão) em Niterói/ RJ… momento propício para falarmos sobre lixo.

Como o assunto aqui é república, deixo a tragédia no Rio de Janeiro para outra ocasião. Mas tome cuidado para que o lixo que você deixa acumular na área de serviço não se transforme numa filial do Morro do Bumba! Moscas varejeiras, larvas e outros seres inanimados não identificados podem fixar residência ali, já que é um paraíso da nojeira em potencial.

Sem trocadilhos infames, o assunto é sério. O lixo acumulado libera substâncias nocivas ao homem, como o chorume e o gás metano. E a maioria dos que moram em república parecem se esquecer disso.

A falta de tempo é sempre a desculpa para o raro recolhimento do lixo nas repúblicas. É um tal de um que sai de manhã e só volta à noite, outro que dorme o dia todo, e mais um que de tanto estudar nem vê o que tem pra ser feito na casa…

E a “lixaiada” vai se acumulando, que não sobra espaço dentro da lixeira. E quando todo mundo emburra e não tira o lixo porque o outro também não tira. A confusão está armada!!!

Foto meramente ilustrativa, apesar de auto-descritiva

Um caso interessante – pra não dizer nojento – acontecia sempre na mesma república citada no post anterior (aqueela de 1993). Os porquinhos deixavam o lixo acumular acumuLAR acuMULAR, aCUMULAR, ACUMULAR na área de serviço até chegar ao ponto de não caber mais. É sério! L., hoje casado, engenheiro assalariado e morador de um apartamento limpinho, conta que “o lixo tomava o lugar da parede e só era tirado quando quase chegava no teto”. Solução? Os 3 moradores se juntavam, cada um carregava um sem número de sacolas e desciam tudo de uma vez só. É o multirão do lixo! Resultado: desciam as escadas cambaleando, cheios de sacolas de lixo pingando no chão. Ou seja, a nojeira nunca tinha fim. (Ponto pra síndica!)

Para não ter esse tipo de problema uma das soluções é estipular um dia para cada morador realizar a tarefa de recolher o lixo. E se não der certo: multa. Quero ver que estudante falido (quase regra nas repúblicas) não vai respeitar.

Por Francine Leite e Marcelle Desteffani

Cadê a arca de Noé?

14 abr

Não tem jeito. Morador de república sempre tem uma história desastrosa pra contar. Essa vem direto de Viçosa. Aproveitando o dilúvio da semana passada em Vitória e no Rio de Janeiro a história de hoje é nada mais nada menos, sobre chuva.

Num belo dia de sol (nada clichê), Dona Tita lavou toda a roupa dos moradores da casa, acumulada há dias. “Mas era muita roupa mesmo. Daquelas de fazer montes e mais montes no sofá”, comenta A.P.

No momento que a ajudante do lar estava passando parte das roupas começou um repentino temporal na cidade. “Mas era muita água mesmo. E tinha o vento também, fortíssimo”, conta o estudante.

A saber: o apartamento que moravam ficava no primeiro andar e era uma das primeiras semanas que A.P. havia se mudado.

A água começa a tomar a área de serviço.

Só foi a chuva começar que iniciou-se também uma inundação. Entrava água por todos os buracos da república. “Dos tanques, dos ralos, das pias. E não parava de jeito nenhum. A água já atingia o chão e não demorou muito para inundar a cozinha e a área de serviço toda”.

É nessas horas que começa o desespero. Só havia A.P. e Dona Tita em casa. E A.P. não conhecia ninguém ainda. Primeiro, ligou pro pai (a cobrar, claro), que nada podia fazer a quilômetros de distância. Depois, acionou a síndica para que telefonasse para um bombeiro hidráulico.

E adivinhem! Quando o profissional chegou já tinha parado a inundação. E mais: o bombeiro disse que nada estava errado. Era só a questão de localização do apartamento. “Só pra melhorar falou que aconteceria mais vezes, e caso precisássemos era só telefonar”, diz indignado o A.P.

Lição

A.P. aprendeu que, morando sozinho:
1) é sempre bom ter crédito no celular;
2) é necessário ter uma lista de contatos na porta da geladeira com telefones de: bombeiros, gás, água, desentupidora, mecânico, eletricista, pedreiro e afins;
3) mesmo ligando para seu pai ou sua mãe dificilmente os problemas vão ser resolvidos, é a hora de aprender sozinho;
4) nunca more no primeiro andar.

#ficadica

Por Marcelle Desteffani