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O mutirão do lixo

28 abr

Lixo. O velho problema do Brasil, com seus milhares de aterros sanitários mal resolvidos. Abril de 2010, quando milhares de pessoas foram soterradas devido a um deslizamento de terra no Morro do Bumba (um antigo lixão) em Niterói/ RJ… momento propício para falarmos sobre lixo.

Como o assunto aqui é república, deixo a tragédia no Rio de Janeiro para outra ocasião. Mas tome cuidado para que o lixo que você deixa acumular na área de serviço não se transforme numa filial do Morro do Bumba! Moscas varejeiras, larvas e outros seres inanimados não identificados podem fixar residência ali, já que é um paraíso da nojeira em potencial.

Sem trocadilhos infames, o assunto é sério. O lixo acumulado libera substâncias nocivas ao homem, como o chorume e o gás metano. E a maioria dos que moram em república parecem se esquecer disso.

A falta de tempo é sempre a desculpa para o raro recolhimento do lixo nas repúblicas. É um tal de um que sai de manhã e só volta à noite, outro que dorme o dia todo, e mais um que de tanto estudar nem vê o que tem pra ser feito na casa…

E a “lixaiada” vai se acumulando, que não sobra espaço dentro da lixeira. E quando todo mundo emburra e não tira o lixo porque o outro também não tira. A confusão está armada!!!

Foto meramente ilustrativa, apesar de auto-descritiva

Um caso interessante – pra não dizer nojento – acontecia sempre na mesma república citada no post anterior (aqueela de 1993). Os porquinhos deixavam o lixo acumular acumuLAR acuMULAR, aCUMULAR, ACUMULAR na área de serviço até chegar ao ponto de não caber mais. É sério! L., hoje casado, engenheiro assalariado e morador de um apartamento limpinho, conta que “o lixo tomava o lugar da parede e só era tirado quando quase chegava no teto”. Solução? Os 3 moradores se juntavam, cada um carregava um sem número de sacolas e desciam tudo de uma vez só. É o multirão do lixo! Resultado: desciam as escadas cambaleando, cheios de sacolas de lixo pingando no chão. Ou seja, a nojeira nunca tinha fim. (Ponto pra síndica!)

Para não ter esse tipo de problema uma das soluções é estipular um dia para cada morador realizar a tarefa de recolher o lixo. E se não der certo: multa. Quero ver que estudante falido (quase regra nas repúblicas) não vai respeitar.

Por Francine Leite e Marcelle Desteffani