Tag Archives: Jardim da Penha

Dá-lhe bilhete!

30 abr

Coisa comum de se encontrar espalhada em qualquer canto de república é bilhete. É bilhete como lembrete, como pitaco, como insulto…

Quando dois irmãos da mesma idade dividem um quarto então, a troca de bilhetes insultos é garantida. Confira:

Tecla SAP
Bilhete 1: Favor não colocar nada aqui e muito menos tirar minhas coisas do lugar!!! Entendeu ou quer que eu desenhe?

Bilhete 2: Favor não tirar nada meu do lugar, nem o Shampoo!

(quanta hostilidade, não?)

Não tem tempo e/ou coragem de falar? Dá-lhe bilhete!

Na sua república a comunicação via bilhetes impera? Mande-os pra nós! =)

Por Francine Leite

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Salvem-nos da síndica!

25 abr

Lá pelos lados de 1993, três jovens pré-vestibulandos formavam uma república. O apartamento ficava atrás do Supermercado Santa Marta, onde hoje funciona o Epa de Jardim da Penha.

Um deles almoçava todo santo dia na casa da tia (afinal, estudante que é estudante, fila a boia onde quer que seja), enquanto os outros dois se viravam comendo fora ou fazendo alguma gororoba. Então, eis que num desses dias, pra sacanear, os sem-tia resolvem jogar água no vida boa assim que ele saísse da portaria e passasse lá embaixo. Munição carregada – dois baldes – e chuááá. Erraram. Correram para a outra janela e chuááá. Erraram. O alvo principal. Acertaram a síndica, que havia colocado a cabeça para fora da janela para checar o que estava acontecendo.

Merda feita, dois minutos depois a campainha chora de tanto tocar. Os meninos, é claro, não atendem. Silêncio e risos.
No fim do mês, a conta do condomínio veio um pouco mais cara para o apartamento 301: acrescida às taxas estava a conta do cabeleireiro da síndica. No dia do banho, ela estava prontinha para ir a um casamento (mulheres, imaginem o estrago!). Estrago feito, ela teve que ir ao salão fazer tudo de novo.

- Pizza a essa hora!? Mas eu nem pedi...


É claro que depois desse dia, a dita cuja nunca mais parou de infernizar a vida dos meninos. Tudo era culpa deles. E, ao sinal de qualquer barulho, cabo de vassoura no teto pra chamar atenção do 301! Eles, então, resolveram sacanear não só mais uma vez, mas várias vezes. Anunciaram nos classificados do jornal a venda de um fusca novinho e bem equipado e colocaram como contato (adivinhem!) o número da síndica. O telefone da mulher não parava de tocar! Isso além das várias pizzas que mandavam entregar na casa dela…

Detalhe: tudo isso com o aval do proprietário do apartamento, que respeitava os bons pagadores da república e mantinha um ódio mortal pela doida da síndica.

Por Francine Leite

Sempre resta um

16 abr

Hoje saímos para um trabalho de campo. Visitamos duas repúblicas, uma masculina e outra feminina, para saber como realmente funciona cada uma.

Como as damas vem sempre na frente, a primeira é a república Resta 1, onde moram a Rafaela (Rafa), a Raissa (Raissinha) e a Laura (Laurinha).

No vídeo elas contam um pouquinho sobre a vida republicana, o funcionamento da casa e a convivência. Nos próximos posts vocês vão conhecer a casa delas e a república dos meninos.
Pedimos desculpa pela pouca iluminação no vídeo abaixo, mas o áudio, que é o que interessa, está de boa qualidade.


Curiosidade

A república das meninas se chama Resta 1 porque em qualquer lugar sempre sobra alguém. Ali não é diferente. “Em qualquer coisa, sobra uma”, conta Rafa. E elas tem até brasão, que contém as 3 coisas que as movem: bebida, comida e preguiça. “O coração é porque sempre cabe todo mundo aqui”:

Brasão da república Resta 1

Ahhh, as meninas tem até comunidade no orkut para a república!
Agradecemos às meninas da Resta 1 pela receptividade e pela entrevista show!

Por Francine Leite e Marcelle Desteffani