Tag Archives: República masculina

Até que ponto você aguenta?

12 jun

Uma república de Viçosa é nosso assunto de hoje. Seu nome é República Canela Raspada e os moradores criaram um blog para contar suas histórias.

Perambando por lá encontramos um vídeo interessante. Mostra até que ponto vai a paciência nas repúblicas e o que pode acontecer quando alguém some com o seu chinelo.

E o mais interessante é o desfecho. Confira:

Por Marcelle Desteffani e Francine Leite

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Por favor, nada de mau humor!

11 maio

Sabe aquele dia que você acorda de mal humor? Em república tem muito disso. A história de hoje tem um pouco de tragédia para uns e comédia para outros.

Coisa que tem muito em república também é gente folgada, que viveu sempre debaixo da barra da saia da mamãe e esqueceu de assumir suas responsabilidades por completo. Entre os meninos então… bastante comum.

Pois bem, a história é a seguinte. Um dia, numa república aqui mesmo, em Vitória, existia um menino muitooo folgado! Além de não ajudar nas tarefas domésticas, não pagava as contas em dia e não falava com ninguém, a não ser para reclamar. E reclamava de tudo quanto podia.

Outro defeito seu era que o vaso sanitário, todas as vezes que o menino ia ao banheiro, ficava sempre sujo. Um belo dia, seu colega de quarto acorda com um humor daqueles e resolve dar uma lição no menino. E que mau humor!

Ele limpou todo o vaso com o travesseiro do menino e ainda deixou lá, em cima da cama, como presente. Você pode imaginar a cara dele quando chegou em casa, não?

Como sabia que estava errado, nada de tocar no assunto no outro dia, nem no outro, nem no outro. É mole?

Por Marcelle Desteffani

O mutirão do lixo

28 abr

Lixo. O velho problema do Brasil, com seus milhares de aterros sanitários mal resolvidos. Abril de 2010, quando milhares de pessoas foram soterradas devido a um deslizamento de terra no Morro do Bumba (um antigo lixão) em Niterói/ RJ… momento propício para falarmos sobre lixo.

Como o assunto aqui é república, deixo a tragédia no Rio de Janeiro para outra ocasião. Mas tome cuidado para que o lixo que você deixa acumular na área de serviço não se transforme numa filial do Morro do Bumba! Moscas varejeiras, larvas e outros seres inanimados não identificados podem fixar residência ali, já que é um paraíso da nojeira em potencial.

Sem trocadilhos infames, o assunto é sério. O lixo acumulado libera substâncias nocivas ao homem, como o chorume e o gás metano. E a maioria dos que moram em república parecem se esquecer disso.

A falta de tempo é sempre a desculpa para o raro recolhimento do lixo nas repúblicas. É um tal de um que sai de manhã e só volta à noite, outro que dorme o dia todo, e mais um que de tanto estudar nem vê o que tem pra ser feito na casa…

E a “lixaiada” vai se acumulando, que não sobra espaço dentro da lixeira. E quando todo mundo emburra e não tira o lixo porque o outro também não tira. A confusão está armada!!!

Foto meramente ilustrativa, apesar de auto-descritiva

Um caso interessante – pra não dizer nojento – acontecia sempre na mesma república citada no post anterior (aqueela de 1993). Os porquinhos deixavam o lixo acumular acumuLAR acuMULAR, aCUMULAR, ACUMULAR na área de serviço até chegar ao ponto de não caber mais. É sério! L., hoje casado, engenheiro assalariado e morador de um apartamento limpinho, conta que “o lixo tomava o lugar da parede e só era tirado quando quase chegava no teto”. Solução? Os 3 moradores se juntavam, cada um carregava um sem número de sacolas e desciam tudo de uma vez só. É o multirão do lixo! Resultado: desciam as escadas cambaleando, cheios de sacolas de lixo pingando no chão. Ou seja, a nojeira nunca tinha fim. (Ponto pra síndica!)

Para não ter esse tipo de problema uma das soluções é estipular um dia para cada morador realizar a tarefa de recolher o lixo. E se não der certo: multa. Quero ver que estudante falido (quase regra nas repúblicas) não vai respeitar.

Por Francine Leite e Marcelle Desteffani

Salvem-nos da síndica!

25 abr

Lá pelos lados de 1993, três jovens pré-vestibulandos formavam uma república. O apartamento ficava atrás do Supermercado Santa Marta, onde hoje funciona o Epa de Jardim da Penha.

Um deles almoçava todo santo dia na casa da tia (afinal, estudante que é estudante, fila a boia onde quer que seja), enquanto os outros dois se viravam comendo fora ou fazendo alguma gororoba. Então, eis que num desses dias, pra sacanear, os sem-tia resolvem jogar água no vida boa assim que ele saísse da portaria e passasse lá embaixo. Munição carregada – dois baldes – e chuááá. Erraram. Correram para a outra janela e chuááá. Erraram. O alvo principal. Acertaram a síndica, que havia colocado a cabeça para fora da janela para checar o que estava acontecendo.

Merda feita, dois minutos depois a campainha chora de tanto tocar. Os meninos, é claro, não atendem. Silêncio e risos.
No fim do mês, a conta do condomínio veio um pouco mais cara para o apartamento 301: acrescida às taxas estava a conta do cabeleireiro da síndica. No dia do banho, ela estava prontinha para ir a um casamento (mulheres, imaginem o estrago!). Estrago feito, ela teve que ir ao salão fazer tudo de novo.

- Pizza a essa hora!? Mas eu nem pedi...


É claro que depois desse dia, a dita cuja nunca mais parou de infernizar a vida dos meninos. Tudo era culpa deles. E, ao sinal de qualquer barulho, cabo de vassoura no teto pra chamar atenção do 301! Eles, então, resolveram sacanear não só mais uma vez, mas várias vezes. Anunciaram nos classificados do jornal a venda de um fusca novinho e bem equipado e colocaram como contato (adivinhem!) o número da síndica. O telefone da mulher não parava de tocar! Isso além das várias pizzas que mandavam entregar na casa dela…

Detalhe: tudo isso com o aval do proprietário do apartamento, que respeitava os bons pagadores da república e mantinha um ódio mortal pela doida da síndica.

Por Francine Leite

República estudantil foi um dos temas do Profissão Repórter

23 abr

Novidade, separação, empolgação, saudade. Foram os motes da reportagem do Profissão Repórter da última terça-feira. O programa retratou a realidade de quem sai de casa para morar fora e tem que aprender a lidar com sentimentos diversos e a ser gente grande.

Enquanto pais ficam aflitos, os filhos deixam suas casas animados. (É bom deixar claro que nem sempre é assim). E na ânsia de ser alguém na vida, os estudantes de ensino médio ou de pré-vestibular deixam para trás pais e namorados (Como já diria Capital Inicial) e tem que encarar uma realidade completamente diferente da que foi vivida até então.

Os repórteres acompanharam duas repúblicas de Ouro Preto, uma feminina, outra masculina. Deu pra perceber que, realmente, a vida lá é bem diferente. É preciso batalhar pra ficar na república, os “bixos” são tratados “a ferro e fogo” durante um período inteiro, carregam placas por todos os lados, fazem toda a tarefa na casa. Mas há também a parte boa: muitas festas, as sociais por exemplo, muitas pessoas diferentes e toda a liberdade que em casa a maioria dos jovens não têm.

Se você perdeu, assista o programa na íntegra no site do Profissão Repórter . Lá tem também fotos de uma festa de integração entre duas repúblicas. Dá pra sentir o gostinho de como funciona o esquema republicano de Ouro Preto.

E tem até fotos das turmas enviadas por universitários espalhados por todo o Brasil. Desde o trote até a formatura. Vale a pena conferir e conhecer as tantas vertentes da vida universitária brasileira.

Já que não deu tempo de enviar foto da nossa turma aí vai uma:

Que situação!!!

Por Marcelle Desteffani

Na casa dos meninos

19 abr

Em nossa visita à república masculina de Murilo, Júnior, Vinícius e Iuri, percebemos as diferenças em relação a uma república feminina. A bagunça é realmente bagunçada e a divisão de tarefas dificilmente dá certo.

Como podemos ver no vídeo abaixo, os meninos não se importam tanto com a hierarquia quanto as meninas. Eles até têm divisão de tarefas, mas ela raramente é cumprida. Apesar de as meninas não terem uma divisão de tarefas, percebemos que elas se entendem na hora da faxina.

Com os meninos a gente viu como é divertido morar com pessoas diferentes. Apesar de todas as dificuldades, falta de grana, tarefas não cumpridas, e até TPM masculina, eles acabam sempre dando risada.

Confira a casa dos meninos:

E para conhecer um pouquinho da realidade deles:

Por Marcelle Desteffani e Francine Leite