Tag Archives: Viçosa

Cadê a arca de Noé?

14 abr

Não tem jeito. Morador de república sempre tem uma história desastrosa pra contar. Essa vem direto de Viçosa. Aproveitando o dilúvio da semana passada em Vitória e no Rio de Janeiro a história de hoje é nada mais nada menos, sobre chuva.

Num belo dia de sol (nada clichê), Dona Tita lavou toda a roupa dos moradores da casa, acumulada há dias. “Mas era muita roupa mesmo. Daquelas de fazer montes e mais montes no sofá”, comenta A.P.

No momento que a ajudante do lar estava passando parte das roupas começou um repentino temporal na cidade. “Mas era muita água mesmo. E tinha o vento também, fortíssimo”, conta o estudante.

A saber: o apartamento que moravam ficava no primeiro andar e era uma das primeiras semanas que A.P. havia se mudado.

A água começa a tomar a área de serviço.

Só foi a chuva começar que iniciou-se também uma inundação. Entrava água por todos os buracos da república. “Dos tanques, dos ralos, das pias. E não parava de jeito nenhum. A água já atingia o chão e não demorou muito para inundar a cozinha e a área de serviço toda”.

É nessas horas que começa o desespero. Só havia A.P. e Dona Tita em casa. E A.P. não conhecia ninguém ainda. Primeiro, ligou pro pai (a cobrar, claro), que nada podia fazer a quilômetros de distância. Depois, acionou a síndica para que telefonasse para um bombeiro hidráulico.

E adivinhem! Quando o profissional chegou já tinha parado a inundação. E mais: o bombeiro disse que nada estava errado. Era só a questão de localização do apartamento. “Só pra melhorar falou que aconteceria mais vezes, e caso precisássemos era só telefonar”, diz indignado o A.P.

Lição

A.P. aprendeu que, morando sozinho:
1) é sempre bom ter crédito no celular;
2) é necessário ter uma lista de contatos na porta da geladeira com telefones de: bombeiros, gás, água, desentupidora, mecânico, eletricista, pedreiro e afins;
3) mesmo ligando para seu pai ou sua mãe dificilmente os problemas vão ser resolvidos, é a hora de aprender sozinho;
4) nunca more no primeiro andar.

#ficadica

Por Marcelle Desteffani

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Da lama pra cama

8 abr

Estudantes da UFV na lama, literalmente.

Não…essa foto não representa uma cena de trote. É um tipo de festa que acontece na cidade universitária de Viçosa – MG. A Cervejada é uma festa organizada pelas turmas da Universidade Federal de Viçosa (UFV) que estão se formando. O dinheiro arrecadado é mais uma contribuição para a festa de formatura que está por vir. Essa festa é realizada em sítios que possam formar esse “mar” de lama. A intenção é extravasar mesmo; isso porque é uma das últimas festas que alguns estudantes vão organizar e curtir.

Os anos vividos em uma universidade, longe de casa, passando sufocos para avançar de período, longe da família, valem a pena. “As amizades, as festas, também ficam para a vida toda”, diz o estudante de engenharia de produção J. P. que se forma esse ano. O que não falta por lá além de muito esforço para ter o diploma em mãos é muita festa organizada pelos universitários.

Na última cervejada (digamos, lamaçadas) deste ano, B.A., estudante de Engenharia Florestal da UFV, voltou para sua república demasiadamente sujo (jura?), e completamente embreagado, no sentido também sujo da palavra. Para encarar as típicas escadas de prédios onde estudantes moram, ele se agarrava no corrimão. Quando sentia que estava prestes a cair, “carimbava” as paredes.

Girando a chave, abrindo a porta, chegando ao quarto, deitando na cama todo sujo… B.A. deixou sua marca por todo o percurso, virou a prova “viva” da autoria de toda aquela sujeira. O resultado não poderia ser outro: no outro dia, de manhã, o síndico toca a campainha, muito bravo, e imediatamente incumbe o garoto de limpar toda aquela sujeira. E não tinha nem como negar, dizer que não foi B.A. o autor de toda aquela sujeira. O síndico viu o apartamento abarrotado de lama.

“O ‘melhor’ de tudo é acordar no outro dia, olhar aquela lama toda e tentar lembrar realmente o que aconteceu… tudo muito engraçado até você se dar conta de que existe um síndico a caminho da sua porta… Não deu outra, com uma ressaca terrível, tive que limpar todo o estrago”, conta B.A. É, depois que passa é engraçado. A farra vale a pena, mas o mico…

Abaixo podemos ver o luxo da festa

A festa também tem comunidade no orkut.

Por Francine Leite e Soraia Camata

Derreti o chuveiro. E agora?

5 abr

Trocar um chuveiro deveria ser uma tarefa fácil em uma república onde moram cinco meninos. E melhor ainda quando um deles é estudante de engenharia elétrica. Doce ilusão.

Uma bela tarde de inverno em Viçosa, onde as temperaturas baixam consideravelmente nessa época, o chuveiro resolve queimar. Marinheiros de primeira viagem, os estudantes compraram um chuveiro novo e resolveram trocar sozinhos.

Um dá um palpite aqui, outro ali e quem se habilita é o estudante de engenharia elétrica (nada mais justo). Primeiro passo: desligar o disjuntor. Por precaução: desligar TODOS os disjuntores da casa. Segundo: desengatar o chuveiro velho. Terceiro: encaixar o novo. E nem precisa saber em qual buraco ligar o fio. Em qualquer dos dois sentidos a corrente elétrica vai passar (belos conhecimentos para um estudante de elétrica). E por fim: ligar o chuveiro.

Aí começa o problema. H.L. (o engenheiro) e todos os seus “ajudantes” acharam que a tarefa estava cumprida. Ligaram todos os disjuntores novamente e com o chuveiro na temperatura mais elevada abriram a torneira.

Nenhuma água caía. Em poucos segundos o banheiro estava coberto de fumaça e o chuveiro com um buraco. O que aconteceu? Antes de alterar a temperatura, era preciso ligar o chuveiro no frio e esperar que ele enchesse de água.

Resultado: um chuveiro novo com a resistência queimada e completamente derretida. Cinco estudantes com cara de pastel se perguntando: como não pensei nisso antes?

Adeus chuveiro!

Por Marcelle Desteffani